4.3.26

Narcisismo Talmúdico?

Questionamos isto, pois, conforme o conteúdo talmúdico apreciado nas pesquisas deste Enquirídio, os indícios de narcisismo são demasiadamente constantes para olvidarmos, especialmente quando tratam de Jesus Cristo, conforme veremos em trechos do Gittin ao buscarmos uma resposta condizente.
Uma Passagem Difícil no Talmud. Angelika Kauffmann.
1. O que é narcisismo? Segundo o texto revisado da quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais — DSM-5-TR, resumidamente, consiste num “padrão de grandiosidade, necessidade de admiração e falta de empatia.” (pág. 545), sendo simplista alegar que todos os talmudistas se enquadram nos seguintes critérios:
    Transtorno da Personalidade Narcisista
    Critérios Diagnósticos 301.81 (F60.81)

    Um padrão difuso de grandiosidade (em fantasia ou comportamento), necessidade de admiração e falta de empatia que surge no início da vida adulta e está presente em vários contextos, conforme indicado por cinco (ou mais) dos seguintes:

  • Tem uma sensação grandiosa da própria importância (p. ex., exagera conquistas e talentos, espera ser reconhecido como superior sem que tenha as conquistas correspondentes);
  • É preocupado com fantasias de sucesso ilimitado, poder, brilho, beleza ou amor ideal;
  • Acredita ser “especial” e único e que pode ser somente compreendido por, ou associado a, outras pessoas (ou instituições) especiais ou com condição elevada;
  • Demanda admiração excessiva;
  • Apresenta um sentimento de possuir direitos (i.e., expectativas irracionais de tratamento especialmente favorável ou que estejam automaticamente de acordo com as próprias expectativas);
  • É explorador em relações interpessoais (i.e., tirar vantagem de outros para atingir os próprios fins);
  • Carece de empatia: reluta em reconhecer ou identificar-se com os sentimentos e as necessidades dos outros;
  • É frequentemente invejoso em relação aos outros ou acredita que os outros o invejam;
  • Demonstra comportamentos ou atitudes arrogantes e insolentes.
2. Voltaremos ao problema do narcisismo depois de trazer o trecho do Gittin, contido no Talmud Babilônico (450-550), que nos apresenta uma autoridade cuja participação na composição talmúdica é relativizada na fonte de senso comum (ou nenhum) na internet, qual seja, Wikipédia, cujo teor antecipamos na sequência.

3. Segundo a Wikipédia, pesquisando por tal autoridade na composição talmúdica, chamada Onkelos (35-120), segundo o verbete correspondente, encontramos uma falácia que diz que “Yeshu” seria o nome dado para quem desvia os judeus às práticas de idolatria — o que é feito por Jesus Cristo e o cristianismo, conforme os antagonistas da fé.
4. Entretanto, encontra-se registrado no Gittin, contrário à Wikipédia, não “Yeshu”, mas “Jesus, o Nazareno”, especificando pessoa e região de origem, pois isto tem sua necessidade de ser no contexto de Onkelos, no trecho do Talmud Babilônico que foi, por sua vez, integralmente reproduzido, como se vê logo abaixo:
    57a:2. Onkelos, em seguia, foi e levantou Balaão do túmulo através de necromancia. Ele disse a ele: Quem é mais importante naquele mundo onde você está agora? Balaão disse-lhe: O povo judeu. Onkelos perguntou-lhe: Devo então me ligar a eles aqui neste mundo? Balaão disse-lhe: Não buscareis a paz deles nem o seu bem-estar todos os dias (ver Deuteronômio 23, 7). Onkelos disse-lhe: Qual é o castigo daquele homem, um eufemismo para o próprio Balaão, no próximo mundo? Balaão disse-lhe: Ele é cozido em sêmen fervente, como ele fez com que Israel se envolvesse em comportamento licencioso com as filhas de Moabe.

    57a:3. Onkelos, em seguida, foi e levantou Jesus, o Nazareno, do túmulo através da necromancia. Onkelos disse a ele: Quem é mais importante naquele mundo onde você está agora? Jesus disse-lhe: O povo judeu. Onkelos perguntou-lhe: Devo então me prender a eles neste mundo? Jesus disse-lhe: O seu bem-estar procurarás, a sua desgraça não procurarás, pois qualquer um que os toque é considerado como se estivesse a tocar a maçã do seu olho (ver Zacarias 2, 12).

    57a:4. Onkelos disse-lhe: Qual é o castigo daquele homem, um eufemismo para o próprio Jesus, no próximo mundo? Respondeu-lhe Jesus: Ele é castigado com excrementos ferventes. Como disse o Mestre: Qualquer um que zombar das palavras dos Sábios será condenado a excrementos ebulitivos. E este era o seu pecado, como ele zombou das palavras dos sábios. Os comentários de Gemara: Venha ver a diferença entre os pecadores de Israel e os profetas das nações do mundo. Como Balaão, que era um profeta, desejou mal a Israel, enquanto Jesus, o Nazareno, que era um pecador judeu, procurou seu bem-estar.
5. Blasfêmia! Note que “Jesus” e Balaão são distinguidos tão somente pelo critério judaico de pertença e apreço à Israel, ainda que sejam igualmente condenados. Antes disso ele havia ressuscitado Tito Augusto (39-81), donde esta forma de propagar a história de conversão de Onkelos é deveras satânica e totalmente anticristã!
    56b:18. A Gemara relata: Onkelos bar Kalonikos, filho da irmã de Tito, queria se converter ao judaísmo. Ele foi e levantou Tito do túmulo através da necromancia, e disse-lhe: Quem é mais importante naquele mundo onde você está agora? Tito disse-lhe: O povo judeu. Onkelos perguntou-lhe: Devo então me ligar a eles aqui neste mundo? Tito disse-lhe: Os seus mandamentos são numerosos, e não podereis cumpri-los. É melhor que você faça o seguinte: Saia e lute contra eles nesse mundo, e você se tornará o chefe, como está escrito: “Seus adversários [...] se tornaram o chefe” (Lamentações 1, 5), o que significa: Qualquer um que angustiar [...] se tornará o chefe. Onkelos disse-lhe: Qual é o castigo daquele homem, um eufemismo para o próprio Tito, no mundo seguinte? Tito disse-lhe:

    57a:1. Aquilo que ele decretou contra si mesmo, como ele passa pelo seguinte: Todos os dias suas cinzas estão reunidas, e eles o julgam, e eles o queimam, e eles o espalham sobre os sete mares.
6. Adin Steinsaltz (1937-2020), rabino de grande importância internacional, laureado com o Prêmio Israel em 1988, maior honraria prestada pelo Estado de Israel, assim expõe em “Talmud Essencial”: Se a Bíblia é a pedra angular do judaísmo, o Talmud é o pilar central que se alça dos alicerces e sustenta todo o edifício espiritual e intelectual.” (pág. 22).

7. “Bíblia”, para eles, quer dizer Tanakh. Continuando Steinsaltz: “Sob muitos aspectos, o Talmud é o mais importante livro da cultura judaica, o principal suporte de criatividade e vida judaica, dando forma a seu conteúdo espiritual e servindo de guia de conduta.” (pág. 22). Agora, talvez, consigamos compreender o parágrafo seguinte.

8. Mons. Henry Delassus (1836-1921), como está na terceira edição de “A Conjuração Anticristã” da Castela Editorial, explica: “O Talmud é para o Evangelho o que o inferno é para o Céu, o que Satã é para Nosso Senhor Jesus Cristo.” (pág. 626). Assim sendo, voltemos à resposta em atenção ao título deste artigo.

9. Narcisismo talmúdico? Segundo os critérios expostos do DSM-5-TR, talvez o Talmud represente um compilado narcisista, sendo certo reter, ao longo de certos tratados, um caráter nitidamente anticristão, ainda que digam sejam lendas. Então, prosélitos (como esse Onkelos) gostavam de escrever fanfics acerca de Nosso Senhor?
    Para referenciar esta postagem:
ROCHA, Pedro. Narcisismo Talmúdico? Enquirídio. Maceió, 04 mar. 2026. Disponível em https://www.enquiridio.org/2026/03/narcisismo-talmudico.html.

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